O relacionamento entre qualidade e a gestão dos riscos é crucial para seus projetos! Leia porque.

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Olá, como vai? Você gostaria que seus projetos fossem aceitos sem restrições e com total satisfação dos stakeholders? Pois saiba que esforços sem resultados não contam e que no final o que vale mesmo é a qualidade das entregas e do projeto.

Nos últimos anos ministrando aulas sobre gerenciamento de projetos, um assunto que sempre procurei debater foi a qualidade, procurando alertar alunos e audiência de palestras sobre a importância de uma boa gestão da qualidade e principalmente sobre o custo para atingir o padrão esperado ou desejado pelos stakeholders. No meu artigo “Quanto custa a qualidade de um projeto? “ que publiquei aqui no blog, falei bastante sobre essa importante integração no projeto. O assunto que quero trazer hoje para nossa discussão trata de uma integração não menos importante e ainda mais relegada até mesmo por gerentes experientes. É a relação entre a qualidade e os riscos de um projeto. Esse assunto crítico e que pode colocar o resultado do projeto a perder é, na maioria das vezes, deixado de lado pelos gestores, não por falta de sensibilidade quanto a importância da qualidade, mas principalmente pelos poucos investimentos feitos na gestão dos riscos.

Não investir em uma boa gestão dos riscos pode provocar

problemas com a qualidade em seus projetos

Nesse artigo você irá conhecer os 3 principais pontos de relacionamento entre a qualidade e a gestão de riscos, que quando não observados podem aumentar drasticamente os esforços no projeto e ainda deixar a desejar quanto a qualidade nas entregas.

No post sobre o custo da qualidade falei sobre como ela está relacionada aos requisitos do projeto, e como é importante conhecer os stakeholders para entender suas necessidades e desejos, criando um produto ou serviço que atenda às especificações e consequentemente suas expectativas. Portanto um fraco entendimento quanto aos interessados pode gerar dúvidas quanto aos padrões de qualidade ocasionando divergências nas entregas, o que é principal causa das insatisfações com os projetos finalizados. Quando um bom trabalho de mapeamento dos stakeholders é feito logo no início do projeto, entendendo suas expectativas, o grau de interesse e quanto eles podem interferir no projeto, as informações disponíveis são mapeadas na forma de requisitos e restrições, mas as informações ainda indisponíveis, incluindo as relativas à qualidade, podem e devem ser tratadas como premissas, inserindo incertezas que deverão ser tratadas na forma de riscos.

#1 O fraco entendimento quanto aos stakeholders

gera incertezas quanto aos requisitos

Quando o trabalho inicial para se conhecer os stakeholders é bem feito, os padrões de qualidade são previamente identificados e podem ser inseridos no planejamento, gerando ações e tarefas destinadas a cumprir com os padrões desejados e esperados pelos interessados, caracterizando a Garantia da Qualidade. As incertezas nesse contexto geralmente se dão por conta dos requisitos de qualidade difíceis de serem atingidos, e dependendo dos recursos disponíveis pode ser que haja um risco elevado para a execução das atividades do projeto. É preciso capacitar os recursos ou ter padrões pré-estabelecidos de qualidade compatíveis com as competências técnicas da equipe do projeto, e que possam ser medidos ao final das entregas.

#2 Incompatibilidade entre competências

técnicas e padrões de qualidade exigidos

Como já dito por mim e por muitos outros autores, a qualidade TEM que ser medida. A conformidade não pode depender do humor do cliente ou de quem for o responsável por atestá-la. Dessa forma, além dos padrões de qualidade pré-estabelecidos, uma boa definição dos requisitos deve possuir também as métricas, as variações aceitáveis e os métodos de medição, permitindo que a aceitação, realizada através do Controle da Qualidade, seja objetiva, técnica e impessoal. A falta dessas definições, previamente acordadas entre as partes envolvidas, pode provocar riscos para a aceitação. Mas mesmo quando os padrões são claros, o trabalho de garantia da qualidade durante a execução do projeto pode não surtir o efeito desejado, provocando desvios de qualidade no produto final. No caso de projetos repetitivos, em ambientes com grande quantidade de lições aprendidas, a taxa de insucesso, normalmente denominada de “não conformidade”, pode ser medida estatisticamente e inserida no projeto em forma de reservas de tempo e custo para lidar com os desvios. Mas infelizmente essa não é a realidade para maioria dos projetos. Como mencionei em meu artigo “Descomplique sua gestão de riscos e obtenha melhores resultados com seus projetos” a falta de dados históricos impossibilita a aplicação de técnicas estatísticas, e a percepção profissional muitas vezes é a única ferramenta para a avaliação dos riscos nesse contexto.

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É preciso habilidade do gerente do projeto, de sua equipe e outros interessados para avaliarem a possibilidade das ações e tarefas destinadas a produzir a qualidade não surtirem efeito, inserindo no projeto as possíveis ações corretivas respondendo a esse risco bem como a necessidade de tempo e custo para resolver os problemas.

# 3 Percepção quanto a possíveis desvios de qualidade

e estimativas de tempo e custo para as correções

É possível notar que tanto a Garantia da Qualidade, quanto o Controle da Qualidade possuem incertezas e, portanto, precisam ser relacionados aos riscos do projeto, possibilitando planos de resposta tanto para os riscos para se fazer certo da primeira vez quanto para os riscos de algo sair errado ao final. Mas como dito no artigo “Quanto custa a qualidade de um projeto? “, o maior custo com a qualidade acontece quando nem a garantia, nem o controle da qualidade produzem os resultados esperados, permitindo que defeitos cheguem ao cliente final. Nesses casos os custos com a qualidade são incontroláveis e, consequentemente, os riscos tendem ao infinito, podendo comprometer definitivamente o resultado do projeto e em muitos casos colocando até mesmo a sobrevivência das organizações envolvidas em jogo.

Como você gerencia os possíveis desvios de qualidade nos seus projetos? A garantia e controle da qualidade possuem incertezas tratadas na gestão dos riscos ou são resolvidas de forma intempestiva, num eterno apagar de incêndios?

Você tem alguma situação vivida nesse contexto de qualidade e riscos em projetos que possa compartilhar? Conte pra gente no espaço abaixo. Sua experiência, sugestões e comentários serão muito úteis para enriquecermos essa discussão e melhoramos nosso desempenho. Clique em “Publicar também no Facebook” logo abaixo de seu comentário para levarmos esse assunto para nossos colegas.

Bons Projetos!

Paulo Mei

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